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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As Potencialidades da Alma

“Escuta-me, ó Homem! Tens tudo dentro de ti próprio. No mais intimo do teu Ser residem as faculdades que Deus te deu para que te sirvas dela”. Oscar Wilde.



Todo homem tem dentro de si faculdades que a própria Divindade, em sua Sabedoria nos concede, é como uma pedra preciosa que precisa ser descoberta e lapidada.

Devemos nos colocar a procura dessa pedra preciosa, realizando em nós a busca dessas faculdades que o Senhor da Vida nos concedeu. É Com o conhecimento e entendimento dessas faculdades que nos sentiremos plenos em nosso íntimo, encontrando assim a verdadeira felicidade.

A essência da felicidade não é algo exterior, mas sim fruto de um trabalho interno, de autoconhecimento.

Peçamos ajuda ao Pai Celestial para que possamos realizar esse autoconhecer, esse conhecer-se a si mesmo.

É através da busca do nosso Eu Verdadeiro que alcançaremos a verdadeira felicidade na terra.

Basta um movimento incessante nosso para que cada uma dessas faculdades seja descoberta e cultivada.

Jesus em seu Evangelho nos diz: “Vós sois deuses”, afirmando ainda que poderíamos se tivéssemos fé e não hesitarmos fazer obras maiores do que ele fez.

Assumamos o nosso papel de Herdeiros de Deus e Coerdeiros do Cristo.

Ele nos convida a descobrir em nós essas potências inerentes à nossa alma, ao nosso espírito.

Silenciemos pois, para que possamos ouvir esse chamado de Cristo em Nós.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Trindade Santa


        Para compreender melhor sobre o Cristianismo, deve-se começar por sua principal – e misteriosa – doutrina: a Santíssima Trindade. Como o próprio nome diz, é formada por três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que são o próprio Deus.

- O Pai é o CRIADOR e princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis. Citado desde o livro do Gênesis, é D’ele que vimos e para Ele que retornaremos. É o próprio amor, justiça e verdade. Sua ênfase como sendo o “Pai Nosso” é apresentada por Jesus nos trazendo a confirmação de que somos Seus filhos e criaturas amadas, pertencemos a Ele. É que cultuado e adorado por todas as religiões monoteístas.

- O Filho é o SALVADOR. Jesus Cristo, base de toda doutrina Cristã, é considerado além de mestre e messias, o Emanuel (Deus conosco), que veio para livrar-nos dos nossos pecados por meio do sangue derramado por Sua crucificação e, a partir disso, nos deixar a certeza da Ressurreição. Marca a renovação de um Era, tanto religiosa quanto histórica e filosófica devido o Seu reconhecimento.

- O Espírito Santo é o CONDUTOR da humanidade, o Espírito de Deus que habita todos os lugares durante todos os séculos. Ele falou pelos Profetas, esteve com Jesus de seu nascimento até a sua ressurreição e afirmou Sua grandiosidade no dia de Pentecostes, em que fez dos medrosos Apóstolos, corajosas testemunhas de Cristo. Atualmente  possui um amplo prestígio, principalmente entre as Igrejas Pentecostais e Neopentecostais e na Renovação Carismática Católica.

Mistério complexo de se entender em que três pessoas formam uma só divindade. Provavelmente jamais será perfeitamente compreendido por nós, humanos, pois nossa capacidade de raciocinar, é limitada. Estamos limitados, por exemplo, a um determinado tempo e espaço, criados por Deus.

Assim como os animais de um modo geral, em que, por mais inteligentes que forem, nunca terão raciocínio o suficiente para falar ou realizar qualquer outra atitude exclusivamente humana, nosso intelecto também é restrito. O enigma do Deus Trinitário está acima da nossa racionalidade, pois quem criou a mesma, foi a própria Trindade.

Porém, segundo o Catecismo da Igreja Católica, reconhecemos a razoabilidade desse mistério ao aceitarmos tal revelação. Isso se dá somente conhecendo-se o Pai através do Filho: “Ninguém vai o Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Eu estou no Pai e o Pai está em mim.” (Jo 14, 6-7; 11). Assim também o Espírito Santo através do Filho, chamando Este à vida terrena no ventre da Virgem Maria (Mt1,18), que O atestou como Filho amado (Lc 3,22), O conduziu (Mc 1,12) e O vivificou até o fim (Jo 19,30), expirando-O na cruz e, após a Sua ressurreição, doou-O aos Seus discípulos (Jo 20,22).

            Quando Deus decidiu-se por Si, visando o Seu amor a Seus filhos,  mostrou-nos que “Ele não é solidão, mas perfeita comunhão”, como disse o Papa Emérito Bento XVI. Se Ele fosse só e solitário, não poderia amar desde toda a eternidade. Com o simbolismo do número três, Ele nos confirma Sua infinita grandiosidade e perfeição, utilizado em muitas crenças e culturas como o algarismo da perfeição.

Como uma simples forma de esclarecer tal Dogma, podemos tomar como exemplo de comparação a substância mais pura e necessária para a sobrevivência: a água. Coincidentemente – ou não – ela possui três estados, representado pelo gelo, pela água propriamente dita e pelo vapor. São três formas completamente diferentes de uma mesma substância, formulação química e essência – assim como a Trindade. Indo ainda mais a fundo, o gelo melhor representaria o Filho, que toma uma forma sólida e concreta – no meio de nós. A água líquida, o Pai, que, por sua maleabilidade é capaz de estar em todos os lugares – em todas as diferentes religiões e credos monoteístas. Já o vapor, simbolizaria o Espírito Santo que, apesar de também estar em todos locais, muitos simplesmente ignoram a sua existência, porém sem ele a interferência dele não haveria o clima amenizado – não haveria a paz. Talvez por isso utiliza-se a água para sermos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Como aspecto último dessa análise, por toda a Sua perfeição, podemos sempre nos lembrar que a Trindade Una é completa porque é Amor. Já dizia Santo Agostinho que, onde existe Amor existe a Trindade: um que ama, um que é amado e um que é fonte de amor. 

A Perfeição da Santíssima Trindade se completa pelo amor e por amor

Por: Aelson Michelato Filho"

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Da Criação ao "Novo Mundo"

Parte III: Do fruto proibido ao Verbo Encarnado



No início, Deus criou Adão e Eva. Simbolicamente dizendo, Eva conduziu Adão a pecar comendo, junto à ela, o fruto proibido. Passagem conhecida como o pecado original, em que, a partir disso, toda a humanidade fora corrompida e deixou-se pecar.

Nós, humanos, fomos criados por Deus que é o extremo da bondade e santidade e, com isso, não poderia nos criar de outra forma, a não ser santos e bons. Independente do pecado original, possuímos nossa essência boa e santa, mas, a partir dele, conhecemos o pecado e passamos a comete-lo ao longo de nossa vida. Passamos então a ser “marcados” pela culpa e, com isso, a ter uma tendência natural em ser atraído pelo mal.

Porém, como bom Pai, Deus nos enviou Jesus Cristo, seu filho, nascido do ventre de Maria Imaculada – sem mácula, ou seja, única mulher a nascer sem o pecado original – para nos livrar do pecado. Uma Nova Era então começaria, em que Jesus nos trouxe a salvação e a santidade, que nos foi tirada pelo pecado cometido por Adão e Eva.

Analisando essas duas fases marcantes da humanidade, percebe-se que em ambas possuem um homem e uma mulher. Na primeira, como já dito, a mulher é aquela que veio para trazer consigo o pecado, que Adão cometeu, para corromper a humanidade. Já na segunda, a Mulher é aquela que veio para trazer em seus seios a Salvação, que é Jesus Cristo, para renovar e santificar a humanidade. O fato de a primeira chamar Eva e a segunda Ave – Ave-Maria – mostra que uma trouxe uma missão totalmente contrária à outra, assim como seus próprios nomes. Não é mera coincidência, mas sim o amor de Deus e a Sua misericórdia por nós que fez Ele reatar toda essa tendência e capacidade nossa em não sermos corrompidos.

O fato de nós, católicos, darmos essa atenção especial à Nossa Senhora é por reconhecermos que como o pecado veio pela mulher e, consequentemente pelo homem, assim também a nossa salvação só poderia vir pela Mulher das mulheres e, nascido dela, pelo Homem dos homens. Por isso, a salvação só poderia vir de uma mulher imaculada.

Não obstante, por Sua dimensão tão misericordiosa para conosco, Deus nos salvou pela crucificação de Cristo, em que morreram ali todos nossos pecados e não Ele, que ressuscitou.  A partir disso, o mal fora derrotado e, apesar de nossa “marca” pela culpa não deixar de existir, Deus, com esse ato de amor, nos deixou a possibilidade de continuarmos a prosseguir nossas vidas com a mesma essência que Ele nos criou: boa, pura e santa.

Por: Aelson Michelato Filho"


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Da Criação ao “Novo Mundo”

Parte II: A Evolução, segundo Deus

Seguindo-se a linha da parte I, outro assunto tratado é a criação do ser humano como se conhece atualmente. De um lado, prevalece para a Ciência a Teoria de Darwin, que todo o ser vivo possui algum ancestral e, a partir disso, foi se evoluindo formando assim as espécies diversas porém semelhantes de alguns seres. No caso do ser humano, possui um ancestral em comum com o macaco. É notório por evidências arqueológicas que o ser humano realmente passou por um processo evolutivo, tanto físico como racional.

O que novamente não se conseguiu comprovar – e também nunca se conseguirá – é como se dá a origem da Evolução, já que esse processo é uma tese Teológica e se dá pela vontade e intervenção do Criador.

            A diferença básica entre os outros seres vivos e o ser humano é a capacidade que este possui de raciocinar e, consequentemente, de ter uma alma. Com isso, pode-se dizer que houve um processo de evolução na racionalidade humana para se chegar até o genial intelecto atual, se comparado ao nosso ancestral, realizado por obra de Deus. Nesse processo, houve um limite em que esse ancestral adquire raciocínio o suficiente para ser considerado um ser diferenciado, e ganha uma alma, deixando de ser apenas mais um ser vivo. A partir desse momento, Deus apresenta Adão, primeiro ser evoluído suficientemente para ser chamado de homem.

            Nesse mesmo contexto, o conceito de alma deve ser considerado como sendo o princípio espiritual no homem, imortal e sendo ela diretamente criada por Deus à sua imagem, ou seja, de possuir a mesma liberdade e poder de raciocínio do Criador, podendo ser julgado de acordo com suas atitudes. Por isso, o ser humano é o único a possuir alma.

A partir disso, conclui-se então que sem a intervenção de Deus não haveria o processo de humanização a partir de um certo ponto da evolução.

            O sentido bíblico do Livro de Gênesis nos remete também a uma simbologia de que fomos de certa forma criados - à partir da evolução de nossa espécie -  e planejados por Deus como humanos no momento em que Ele viu que o mundo estava preparado para receber seres à Sua imagem e semelhança. Não no sentido de sermos iguais ao Criador em corpo ou até mesmo em espírito, mas no sentido de que somos aptos e desenvolvidos o suficiente para comandarmos o mundo, amarmos uns aos outros e usufruir de nossa inteligência, que é única e exclusivamente humana.

O uso do barro nessa criação traz o simbolismo de que somos partes de Sua natureza, que somos flexíveis e maleáveis, que fomos moldados pelas “mãos” desse Criador. Sem essas “mãos” o barro seria inútil. Já o fato de Eva ter sido criada através da costela de Adão, simboliza esse elo entre o homem e a mulher, a união da humanidade, em que todos nós estamos interligados, somos irmãos e dependemos um do outro. 

Por: Aelson Michelato Filho"