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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Consciência e Ecologia

“O Céu é meu Pai, ele me gerou. Tenho por família toda esta
corte celeste. Minha Mãe é a grande Terra. A parte mais alta de sua
superfície é sua matriz; lá o Pai fecunda o seio daquela que é sua
esposa e sua filha”. Poema Védico


Eis o que cantava o poeta védico há quatro ou cinco mil anos atrás e é sobre esse trecho que iremos fazer nossa reflexão.

Essas palavras podem soar estranhas a primeiro momento, mas se a analisarmos em profundidade iremos ver que ela nos apresenta a dupla natureza do ser humano, digo sua natureza divina e terrena.

Digo isso pois todos nós somos filhos do Céu e da Terra ao mesmo tempo.

Filhos do Céus pela nossa alma e Filhos da Terra pelo nosso corpo.

Prestem atenção, "O Céu é meu Pai, ele me gerou. Tenho por família toda esta corte celeste"

Há aqui ainda além da Paternidade do Pai Celestial, o principio de fraternidade que deve ter cada um dos seus filhos, pois tudo o que nos cerca é nossa família e por isso mesmo estamos interligados entre si.
"Minha Mãe é a Terra"
Aqui vou utilizar um trecho do Evangelho Essênio da Paz que diz o seguinte:
“Vossa Mãe está em vós, e vós nela. Ela vos ilumina e ela vos dá vida. Foi ela quem deu
vosso corpo, e a ela devolvereis algum dia...
 “O sangue que corre em vós nasceu do sangue de nossa Mãe Terrestre. Seu sangue cai das
nuvens, brota no seio da terra, murmura nos regatos das montanhas, flui espaçosamente
nos rios das planícies, dorme nos lagos e se enfurece nos mares tempestuosos.
 “O ar que respiramos nasceu do alento de nossa Mãe Terrestre. Sua respiração é azul celeste
nas alturas dos céus, silva nos cumes das montanhas, sussurra entre as pétalas do
bosque, ondeia sobre os trigais, dormita nos vales profundos e abrasa no deserto.”
 “Em verdade vos digo que o Homem é Filho da Mãe Terrestre, e dela recebeu o Filho do
Homem em todo seu corpo, do mesmo modo que o corpo recém-nascido nasce do seio de
vossa mãe. Em verdade vos digo que sois unos com a Mãe Terrestre; ela está em vós e vós,
nela. Dela nascestes, nela viveis e a Ela de novo retornareis. Guardai portanto Seus
mandamentos, pois ninguém pode viver muito nem ser feliz senão aquele que honra sua
Mãe Terrestre e cumpre Suas leis. Pois vossa respiração é a Sua respiração, vosso sangue,
Seu sangue, vossos ossos, Seus ossos, vossa carne, Sua carne; vossos intestinos, Seus
intestinos, vossos olhos e vossos ouvidos, Seus olhos e Seus ouvidos.”
Devemos entender meus irmãos que todos nós somos unos com a Terra, tudo que fizermos a ela retornará a nós. Portanto vamos cuidar da Nossa Mãe Terra para que possamos contribuir na preservação do seu seio que nos acolheu e que nos amamentou e amamenta até hoje. Cuidemos da Mãe Terra, ela que tanto nos abençoa sem pedir nada em troca. Cuidemos do nosso Lar. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Paraíso, Inferno e Purgatório



No Universo não há lugares circunscritos para as penas e gozos dos espíritos, pois eles são inerentes ao seu grau de perfeição.

Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça.

Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que o habitam.

Inferno e Paraíso são simples alegorias; por toda parte há Espíritos ditosos e inditosos.

A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe.

Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

Por "purgatório" devem-se entender as dores físicas e morais: o tempo de expiação.

Quase sempre, na Terra, é que fazemos o nosso purgatório e que Deus nos obriga a expiar nossas faltas.

Por "céu" não se deve entender um lugar onde os Espíritos estejam todos despreocupados, somente gozando a eterna felicidade.

Não; é o espaço universal; são os planetas, as estrelas e todos os mundos superiores, onde os Espíritos gozam plenamente de suas faculdades, sem as tribulações da vida material, nem as angústias peculiares à inferioridade.

As expressões "quarto", "quinto" céus, etc., exprimem diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade.

É exatamente como quando se pergunta a um Espírito se está no inferno.

Se for desgraçado dirá sim, porque, para ele, inferno é sinônimo de sofrimento.

Sabe, porém, muito bem que não é uma fornalha.

Um pagão diria estar no Tártaro.

Quando o Cristo disse: "Meu reino não é deste mundo", quis dizer que seu reinado se exerce unicamente sobre os corações puros e desinteressados, mas, um dia, o bem reinará na Terra.

Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus.

Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão, aqui, uma geração nova.

Então, os Espíritos dos maus, que a morte vai ceifando dia a dia, e todos os que tentem deter a marcha das coisas, serão excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam.

Irão para outros mundos menos adiantados, desempenhar missões penosas, trabalhando pelo seu próprio adiantamento, ao mesmo tempo em que trabalharão pelo de seus irmãos ainda mais atrasados.

E, então, a Terra será transformada.




Trecho retirado do livro: ABC do Espiritismo.

Autor: Victor Ribas Carneiro