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domingo, 9 de agosto de 2015

Momentos de Sabedoria #04


Existe o Destino?
Nossa vida está de fato previamente estabelecida ou podemos modificar aquilo que é chamado de Destino?
A Lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação leva-nos a refletir que nosso presente é reflexo, assim como o futuro também o será.
Diante desta realidade, qual será a nossa opção? Lançar mão da espada ou embainhar? Agir a favor da Lei de Deus ou contra nós mesmos, contrariando-a?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Amor X Conhecimento

Amor e Conhecimento: as formas mais belas de manifestação do Pai por nós. Dentro desse contexto, é necessário abordar ambos os conceitos e suas correlações que, consequentemente, tornam-se inseparáveis. Para tal, trago como primeira parte um belíssimo texto dos Arautos do Evangelho: “o que é superior, conhecer ou amar?” (abaixo) e, como segunda parte um artigo de autoria própria: “o amor para se chegar ao conhecimento” (em breve). 

PARTE I - O QUE É SUPERIOR, CONHECER OU AMAR?

Parece que conhecer é superior, pois precede o amor. Com efeito, não é possível amar aquilo que não se conhece. Logo, a operação do intelecto, ou do conhecimento, é superior à operação da vontade, que diz respeito ao amor.

Se isso é inteiramente assim, então deveríamos dizer que é melhor conhecera Deus do que amá-lo. Alguém, conhecendo profundamente a Deus — em seus efeitos, evidentemente, não em sua essência —, poderia salvar-se quase sem amá-lo… Entretanto, está escrito: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”, e esse é o primeiro mandamento do Decálogo.

A questão, portanto, não é tão simples, e foi objeto de debates entre teólogos e filósofos escolásticos durante séculos.

São Tomás de Aquino a resolve de modo genial, podendo seu ensinamento ser resumido nesta frase: “O amor supera o conhecimento em mover, mas o conhecimento precede o amor em atingir”. Fazemos vir até nossa inteligência o objeto de nosso conhecimento, quer dizer, apreendemos e nos apossamos intelectualmente daquele ser. Entretanto, quando amamos algo, nossa vontade voa até o amado, e nós é que somos apossados.

São Tomás de Aquino – Basílica Nossa Senhora do Rosário – Seminário dos Arautos do Evangelho
A importância maior do conhecimento ou do amor vai depender, então, daquilo que conhecemos ou amamos. Se tivermos diante de nós algo que nos é inferior, mais vale conhecer que amar. Pode ser nosso carro, por exemplo, ou o computador de casa. Ao conhecê-los, trazemo-los à nossa inteligência, adequando-os a nós mesmos. Eles, meros objetos materiais, ficam enobrecidos por sua apreensão pela inteligência humana.

Será normal que tomemos certo cuidado com esse carro ou computador, porque nos são úteis e têm seu preço. Mas se, por um movimento desregrado, nos apegamos a eles, ficamos-lhes proporcionados e, portanto, diminuídos em nossa dignidade de seres humanos.

Mas se aquilo que se oferece à nossa consideração é, por exemplo, Nosso Senhor Jesus Cristo, ou Nossa Senhora, ou a Cátedra de São Pedro, ao amá-los, nossa alma voa até eles, e crescemos espiritualmente, sendo de algum modo assumidos.

Tão grande é a potência do amor que São Tomás chega a dizer que se um menino não-batizado e educado entre pagãos, ao chegar ao pleno uso da razão, amar eficazmente o que é superior a ele, mais do que a si próprio, ficará justificado.

O famoso dominicano tomista do século passado, Frei Réginald Garrigou-Lagrange, comenta que só mesmo um São Tomás para se atrever a fazer uma afirmação tão ousada como essa. Entretanto, uma vez formulada, não é difícil perceber seu acerto.

Portanto, há seres e valores que são superiores a nós, aos quais devemos amar mais do que a nós mesmos. Esse amor será, sempre, em função de Deus, criador do universo e da ordem que há nele.
Eis, pois, o resultado de nossa inquirição: mais importante é amar que conhecer quando os entes nos são superiores; mais importante é conhecer que amar quando eles nos são inferiores.

Publicado originalmente na revista “Arautos do Evangelho”, nº 51, de março de 2006, p. 5.
Por: Aelson Michelato.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Momentos de Sabedoria



Momentos de Sabedoria #03
Universalidade e Imparcialidade.

Precisamos ainda nos segmentar dentro da grande família que formamos por nossa Paternidade comum?

A quem pertence o Cristo-Jesus e a Verdade?

terça-feira, 14 de julho de 2015

Momentos de Sabedoria







Momentos de Sabedoria #02
Existem Leis?

A Dor, sua origem, sua necessidade e seu trabalho em nós, a importância de conhecer e atendermos a Lei de Deus a exemplo de Jesus que não veio destruí-la mas dar cumprimento, entregando-se à Vontade do Pai.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Momentos de Sabedoria


Momentos de Sabedoria #01

Pietro Ubaldi. Um homem Universal.

Carlos Torres Pastorino lança seu olhar sobre este homem e reflete onde estaria a Verdade Absoluta, se num homem, numa religião ou em outro lugar.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Anjos Guardiães



Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naquele outros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Espírito: Joanna de Ângelis.
Médium: Divaldo P. Franco.

domingo, 10 de maio de 2015

Celina



Quando elevamos ao Céu nosso olhar suplicante, há para todos nós, os que se afligem na provação, uma carinhosa e compassiva Mãe que nos ampara e consola…
Compadece-se de nossa dor, contempla-nos com misericórdia e manda-nos, então, o anjo da sua bondade, para balsamizar nosso padecimentos…
É Celina, a suave mensageira da Virgem, a Mãe de todas Mães, o gênio tutelar da Humanidade sofredora…
Quando o pranto aflora nos olhos das que são filhas e irmãs, das que são esposas e mães na Terra, no coração da quais, muitas vezes, se concentra a amargura, vem Celina e toma-as nos seus braços de névoa resplandecente e, através dos ouvidos da consciência, lhes diz com brandura:
– A dor veio bater à sua porta? Coragem…
Não desanimeis nas ásperas lutas que objetivam vosso aprimoramento moral.
Pensai n’Aquela que teve a sua alma recortada de martírios, lacerada de sofrimentos, atormentada de angústias.
Ela se desvela do Céu por todas aquelas almas que escolheram suas pegadas de Mãe amorosa e compassiva.
Foi Ela que, escutando a oração de vossa fé, me enviou para que eu vos desse as flores de seu amor sacrossanto, portadoras da paz, da humildade e, sobretudo, da paciência; porque o acaso não existe e tudo na vida obedece a uma lei inteligente de causalidade que foge aos vossos olhos, que se sentem impossibilitados de ver toda a verdade.
Tomai minhas mãos. Cumpri austeramente todos os vossos deveres, fechai vossos olhos àquilo que pode obstar vossos passos para a luz e caminhai comigo.
Os anos são minúsculas frações de tempo e, um dia, sem vos deterdes com o cansaço, chegareis ao pé d’Aquela que é vossa Mãe desvelada de todos os instantes!…
E todas aquelas que a ouvem, sentem-se sustentadas por braços tutelares, na noite escura das dores, e, vertendo lágrimas amargosas, preparam-se e se iluminam na pedregosa senda da virtude para respirar os ares felizes do encantado país onde desabrocham os lírios maravilhosos da esperança!

Maria João de Deus (Mãe de Chico Xavier) – Psicografia de Chico Xavier em 27.03.1935

domingo, 5 de abril de 2015

Mensagem da Ressurreição



De além do tempo e do espaço chega minha voz. É uma voz universal que fala ao mundo inteiro e verdadeira permanece através dos tempos. A verdade não pode sofrer mudanças se olhada por esta ou aquela nação, se observada por uma raça ou outra, porque a alma humana é sempre a mesma em toda parte, se examinada em sua profundeza.

Venho a vós, na Páscoa, acima de tudo para iluminar e confortar, pois vos achais imersos numa vaga de dores. Crise a denominais e a imaginais crise econômica. Eu, porém, vos digo que se trata de uma crise universal, crise de todos os vossos valores morais, de todas as vossas grandezas. É o desmoronar-se de todo um mundo milenário. Digo-vos que a crise se encontra sobretudo em vossas almas: crise de fé, de orientação, de esperanças. É o vertiginoso momento de grandes mutações.

Trago-vos esperança, orientação, paz. A cada um falo hoje a palavra da verdade e do amor, palavra que não mais conheceis. Quero reconduzir-vos às origens milenárias da fé com o intelecto novo, nascido de vossa ciência. No dia da Ressurreição, repito-vos a palavra da ressurreição, a fim de que possais compreender a dor e ultrapasseis as estreitas fronteiras de vossa vida. Comovido, falo a cada um no sagrado silêncio de sua consciência.

Ó tu que lês, afasta-te, por um momento, dos inúteis ruídos do mundo e escuta! Minha voz não te atingirá através dos sentidos, mas, através desta leitura, senti-la-ás aflorar dentro de ti na linguagem de tua personalidade. Minha voz não chega, como todas as coisas, do exterior, contudo, surgirá em ti, por caminhos desconhecidos, como coisa tua, da divina profundeza que em ti existe e na qual também estou.

O universo é infinito e de longe venho, atraído pela tua dor. Nada me atrai tanto como a dor, porque somente nela o homem é grande, e se purifica e redime, dirigindo-se para destinos mais elevados. É triste serdes assim golpeados, mas, somente sofrendo, podeis compreender a realidade da vida. Exulta, porque este é o esforço da tua ressurreição!

A quem sofre eu digo: “Coragem! És um decaído que na sombra reconquista a grandeza perdida”.

É a justa reação da Lei que livremente transgredistes e que exige o retorno ao equilíbrio; instrumento de ascensão, a dor vos aponta o caminho de que fugistes; impõe-vos reabrirdes vossa alma, fechada pelas alegrias fáceis que infelizmente vos cegam, para que alcanceis júbilos mais altos e verdadeiros. A dor é uma força que vos constrange a refletir e a buscar em vós mesmos a verdade esquecida. É imposição de um novo progresso.

Abraça com alegria esse grande trabalho que te chama a realizações mais amplas. Se não fosse a dor, quem te forçaria a evolver para formas de vida e de felicidade mais completas?

Não te rebeles; pelo contrário, ama a dor. Ela não é uma vingança de Deus e sim o esforço que vos é imposto para mais uma conquista vossa.

Não a amaldiçoes, mas apressa-te a pagar o débito contraído pelo abuso da liberdade que Deus te deu para que fosses consciente. Abençoa essa força salutar que, superando as barreiras humanas, sem distinção transpõe todas as portas, penetra o que é secreto, e fere, e comanda, e dispõe, e por todos se faz compreender. Abraça a dor, ama-a, e ela perderá sua força. Aceita a indispensável escola das ascensões. Se te revoltares, tua força nada conseguirá contra um inimigo invisível e a violência, em retorno, mais impetuosamente cairá sobre ti.

Coragem! Ama, perdoa e ressuscita! Não procures nos outros a origem de tua dor, mas, sim, em ti mesmo, e arrepende-te. Lembra-te de que a dor não é eterna, porém uma prova que dura até que se esgote a causa que a gerou. Tua dor é avaliada e não irá jamais além de tuas forças. O mundo foi criado para a alegria e a alegria lhe voltará. Da outra margem da vida, outras forças velam por ti e te estendem os braços, mais do que tu ansiosas pela tua felicidade.

Falei com o coração ao homem de coração. Falarei agora à inteligência.

Tendes, ó homens, a liberdade de vossas ações, nunca a de suas conseqüências. Sois senhores de semear alegria ou dor em vosso caminho, e não o sois de alterar a ordem da vida. Podeis abusar, porém, se abusardes, a dor reprimirá o abuso. De cada um de vossos males, fostes vós mesmos que semeastes as causas.

O maior erro de vossos tempos é a ignorância da realidade moral, íntima orientação da personalidade, que é o fundamento da vida social.

O homem moderno se aproxima de seu semelhante para tomar-lhe alguma coisa, nunca para beneficiá-lo. A vossa civilização, que é econômica, está baseado no princípio “do ut des” , que é a psicologia do egoísmo. É a força econômica sempre a reger o mundo. A psicologia coletiva não é senão a soma orgânica dessas psicologias individuais. A riqueza se acumula onde a força a atrai, e não onde a necessidade ou superiores exigências a reclamam; não constitui instrumento de uma vida de justiça e de bem, mas, sim, máquina de poder, representando, em si mesma, um objetivo. A lei de equilíbrio é constantemente violada e impões reações. Não dominais a riqueza, conduzindo-a a fins mais elevados: é a riqueza que vos domina.

Trabalhai, mas que o escopo do vosso trabalho não se reduza apenas a proveitos isolados e egoístas, e sim a frutificar no organismo social; somente então se formará aquela psicologia coletiva, que é a única base estável da sociedade humana.

Fazei o bem, todavia, lembrai-vos de que o pobre não deseja propriamente o supérfluo de vossas riquezas, mas que desçais até ele, que partilheis de sua dor e, até, que a tomeis para vós, em seu lugar.

Venerai o pobre: ele será o rico de amanhã. Apiedai-vos do rico que amanhã será o pobre. Todas as posições tendem a inverter-se a fim de que o equilíbrio permaneça constante. A riqueza tende para a pobreza e a pobreza para a riqueza. Ai daqueles que gozam! Bem-aventurados os que sofrem! Esta é a Lei.

Não confieis no mundo, que rirá convosco enquanto tiverdes força e bem-estar; confiai, antes, em mim, que venho quando sofreis e vos trago auxílio e conforto. Já vedes, hoje, que a dor realmente existe e que nem o ceticismo nem qualquer poder humano conseguem afastá-la.

Uma radical mudança verificar-se-á na sociedade humana, a fim de que a vida não seja um ato de conquista, onde triunfe o mais forte ou o mais astuto, mas, sim, um ato de bondade e de sabedoria em que seja vitorioso o mais justo. Investigando-as com vossa ciência, achareis no íntimo das coisas essa suprema Lei de equilíbrio que vos governa; aprendereis que a bravura da vida não está em violar essa Lei, semeando para vós mesmos reações de dor, porém, em segui-la, semeando efeitos de bem. Deveis também aprender que o vencedor não é o mais forte – esse é um violador – e sim quem segue conscientemente o curso das leis e sem violência se equilibra no seio das forças da vida. As religiões já o revelaram, entretanto, não acreditastes; a ciência o demonstrará, todavia não desejareis ver. O momento é decisivo. Ai de vós se, nesta vitória de civilização material em que viveis, desejardes ainda perseverar no nível do bruto.

Está maduro o mundo, mas, ao mesmo tempo, cansado de tentativas e experiências, do irresolúvel emaranhado de vossos expedientes; cansado de viver no momento, em face de um amanhã repleto de incógnitas; e quer seriamente prever e resolver os grandes problemas da vida, quer francamente olhar o futuro, ainda que isso reclame uma grande coragem.

O mundo tem necessidade da palavra simples e forte da verdade e não de novas astúcias a rolarem por velhos caminhos. O mundo espera essa palavra com ansiedade, como também a aguarda o momento histórico.

A psicologia coletiva tem o pressentimento, embora confuso, de uma grande mudança de direção; sente que o pensamento humano, não mais infantil, apresta-se para tomar as rédeas da vida planetária e que o homem vai substituir o equilíbrio instintivo e cego das leis biológicas por outro equilíbrio, consciente e desejado. Por isso está buscando a luz, para que seu poder não naufrague no caos.

Não está longe de desaparecer vossa psicologia experimental, que será substituída pela psicologia intuitiva; esta a muito longe conduzirá vossa ciência. Novos homens divulgarão a verdade; não mais serão mártires cobertos de sangue, nem se assemelharão aos anacoretas de outrora, porém homens de inteligência e de fé, que difundirão seus pensamentos utilizando-se de moderníssimos recursos, homens que servirão de exemplo no meio do turbilhão de vossa vida.

Despedaçai a férrea jaula que o passado para vós construiu, e onde já não vos resta espaço. Ousai abandonar os velhos caminhos mas não ouseis loucamente, onde não há razão para ousadias; ousai na direção do alto e nunca ousareis demasiadamente. Do grande mar de forças latentes, que não percebeis, imensa vaga levantará o mundo.

Até lá, guardai a fé! A vossa crise, se é profunda e dolorosa, fará, no entanto, nascer o homem novo do terceiro milênio. Para resolvê-la, recordai que ela é mal de substância, que não se debela corrigindo a forma, como procurais fazer. Para solucioná-la é necessário considereis o problema em sua substância; e sua substância é o homem, sua psicologia, sua alma, onde se encontra a motivação de suas ações, a fonte original dos acontecimentos humanos. Eis aí a chave do futuro.

Vosso multimilenário ciclo de civilização está a esgotar-se; deveis retomá-lo em nível mais elevado, vivê-lo mais profundamente, não somente crendo, mas, também, “vendo”.

Ai de vós se, depois de haverdes atingido o domínio do planeta, não dominardes a máquina, a riqueza e as vossas paixões, com um espírito puro.

Sois livres e podeis também retroceder. No período que resta deste século se decidirá do terceiro milênio. Ou vencer, ou morrer: e a morte, desta vez, é a morte pior, porque é morte de espírito. A todos eu digo : “Ressuscitai com a minha ressurreição”.

Pietro Ubaldi.
 (Páscoa de 1932).

segunda-feira, 2 de março de 2015

Tua Casa


Eis que estamos em tua casa, esperando conversar de alma para alma,
dentro da simplicidade evangélica, sempre usando o coração. Estamos com
saudades do teu entendimento, da amizade que traz para todos a alegria
contagiante, que conforta e supre todas as deficiências.


Tua casa é um lugar gerador de Paz! Dentro destas quatro paredes podes
respirar o mesmo clima do Céu, dependendo de como te comportares em
família. Mulher e marido são os agentes da Felicidade, desde quando
compreendem as necessidades de servir um ao outro por Amor, entendendo
mutuamente seus deveres para com a própria família, não fazendo da casa um
lugar que possa gerar o vício, procurando se esforçar todos os dias,
esquecendo-se dos hábitos que os colocam na dependência e observando os
procedimentos que prejudicam a saúde.


O pai que esquece o bom comportamento, está convidando o filho para o
desequilíbrio; a mãe que deixa passar despercebido o asseio, está convidando
seus filhos para o desleixo. Se queres filhos educados, onde a disciplina se
destaca às vistas dos outros, passa a dar exemplos de honestidade, de
trabalho e de amor, porque a vivência das qualidades nobres são sementes de
luz que sempre clareiam os caminhos de toda a tua prole. Quem não vive bem
em família, não tem condições de viver em paz com ninguém. Tua casa é, pois,
o primeiro passo que Deus te ajuda a dar, como sendo alicerce para o teu
equilíbrio. Deves compreender a necessidade de viver em harmonia com todos
os que te cercam, pois somos todos filhos do mesmo Deus. Não deves
procurar a Felicidade fora do dever; honra os teus, que convivem à tua sombra,
que no futuro eles te darão alegria.



Seja qual for a situação da tua vida, não percas a Esperança, que o
Senhor está vendo e tudo sabe, e te ajudará a escolher os melhores caminhos
para o restabelecimento. Nunca blasfemes contra a natureza, pois as situações
mudam de hora para hora e quem confia, sempre sai vitorioso, sentindo a
glória palpitar como sendo o bem-estar na consciência. Se estás doente ou
alguém está enfermo em teu lar, não te desesperes, pois para Deus não existe
o impossível; pede a Jesus com fé, que os recursos podem estar mais
próximos do que pensas.


Quando pensamos em Deus, sentimos todo o bem que possa acontecer
conosco, Sê amigo de todos dentro da casa, ouve quem queira falar,
analisando o que cada um diz e responde como se fosses Jesus respondendo,
tendo a paciência de ouvir e responder. E lembra-te de que as palavras com o
Cristo são fontes de vida. Renuncia ás extravagâncias - o desperdício do teu
salário em coisas inúteis será encargo maior para os teus ombros.


A Paz em teu lar é a conquista dos teus esforços somados todos os dias.
Quem não tem tempo para as boas conversações em família, nunca encontra o
que busca - a Felicidade. Ouve o que vamos te falar; abre ou continua com  o
teu culto do Evangelho, mesmo que apareçam problemas; aprende a superálos,
porque o bem que ele te faz e à tua família compensa todos os esforços na
conquista deste tesouro.
Desejamos a paz de Deus para a tua casa.



Do Livro: Tua Casa.
Autor espiritual: Ayrtes.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Encontros



Há encontros que a vida nos proporciona que se tornam importantes e inesquecíveis por diversos motivos e maneiras.

Os encontros com os amigos e companheiros de caminhada, que nem um dia pensamos em encontrar ao longo dessa vida, esse encontro nos trás alegria imensa. A alegria de estar junto, de vivenciar momentos e histórias, se tornando importantes e inesquecíveis.

A vida nos proporciona diversos encontros ao longo da nossa existência, nos faz acercar de pessoas que jamais gostaríamos de nos aproximar, os chamados inimigos, que um dia foram amigos, mas que por um motivo ou outro se desviaram da trilha da amizade. À distância nos faz bem e esses desencontros também nos fazem bem. Esses são os encontros e desencontros da vida

Mas hoje quero vos falar de um encontro não muito fácil, que exige coragem para trilhar a estrada que leva até ele.

Poucos ao longo da história tiveram coragem de trilhar esses caminhos, mas aqueles que o fizeram, ao final saíram da vida para entrar na história.

Os caminhos que falo não são fáceis de ser trilhados, pois nos colocam a descoberto e poucos têm coragem suficiente de deixar cair à máscara que por tanto tempo ostentam, têm medo de ficar nus, se porem a descoberto, deixarem-se livres das máscaras que voluntariamente colocaram em si.

Esses caminhos são difíceis de serem trilhados, exigem muita coragem daqueles que querem fazer a maior e melhor viagem que já foi feita, a viagem para dentro de si mesmo. Lugar onde não há mascaras, onde nós somos o que somos e não o que parecemos ser.

Lugar onde não há estereótipos, onde não há rótulos criados por nós para se esconder da verdade. Lugar onde poucos têm coragem de ir, lugar de autoconhecimento, onde nossos valores mais caros se escondem.

Valores que clamam: Venha até mim, é preciso que sejamos descobertos, essa é sua verdadeira essência. Por que têm medo de buscá-la? Seja corajoso, me busque e tudo terás.

Acima de tudo, é desse encontro que a humanidade necessita, o encontro consigo mesmo.

Já alcançamos ao longo do tempo várias conquistas nos mais diversos campos da vida humana, acredito que agora, quando chegamos ao ápice da evolução humana, tenhamos coragem o suficiente para realizar esse encontro, o encontro com nossa verdadeira essência, com nosso verdadeiro Eu.

Só assim conseguiremos resolver o restante dos problemas que atormentam a sociedade moderna. Acorda homem enquanto é tempo, busque-se através do mais recôndito de sua alma, entenda que só assim realizaremos juntos, unidos esse verdadeiro encontro com Deus, o deus em nós!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Bonito e o Belo

A Espiritualidade é mais que estar em sintonia com o Divino. Não é compreendê-lo, mas admitir que Seus planos são perfeitos, aceitando-os e atingindo com isso a paz interior e o ápice da felicidade. Não é considerá-lo inatingível por Sua grandeza, porém ter sensibilidade de que pode-se alcançar a Deus dentro de si mesmo. Não é achar que o sublime está somente no Céu, e sim observar que também se faz presente entre a humanidade de maneira mais simples possível: no que é ‘belo’.  

Partindo disso, não se dá o devido valor ao belo. Vive-se em uma Era em que o bonito “é o que há”. Assim como tudo o que é passageiro, o bonito de hoje, será o ridículo de amanhã. O próprio significado da palavra já diz que bonito é o que agrada aos sentidos, sem ser propriamente belo. É humano, transitório e ditado conforme os costumes e hábitos da sociedade. O maior exemplo disso seria a moda, no seu ciclo instável e crítico.

Já o belo significa que possui forma perfeita ou proporções harmônicas; que é elevado e sublime. É divino, diretamente desejado por Deus, constituído de valores e permanente, passando-se por séculos, gerações ou eras ao longo dos tempos. Pode-se dizer que a forma mais propícia de identificar se algo é benévolo seria observando se é belo ou não. No plano terrestre, o belo comprova a constante presença do Todo-Poderoso entre a humanidade, e o mais incrível, está tanto nas coisas mais simplórias do cotidiano (como cita a bela a poesia abaixo), quanto nas mais arrojadas, na diversidade e no sacrifício humano de ir além de sua capacidade ao criar, transformar e cultuar. 

Com isso, cabe a nós, em nossa humildade discernir ambos. Não é mau achar bonito o bonito. Infeliz é não enxergar o belo – apesar de estar em todas as partes – ou não reconhecê-lo como sublime: este não chega até Deus; não vive espiritualmente em paz. E é isso que está em extinção no mundo. 

Ao me deparar com uma árvore frondosa
De tronco altivo e folhas vistosas
Uma dúvida surgiu em minha mente
Cravou em mim como uma semente

E como a semente, início daquela visão
Refleti sobre a emergente questão
O que é a beleza, em sua essência?
O belo, o bonito... alguma coincidência?

Era, de fato, uma bela pergunta a se fazer
Aquela paisagem bonita de se ver
Me pôs a pensar em dois conceitos
Mas com um olhar cada vez mais estreito

Quando percebi o caminho que tomava
Voltei à imagem onde eu estava
E vi que não podia reduzir desse jeito
A beleza a um simples conceito

É belo aquilo que muito encanta
Até mesmo o pássaro que canta
Com sua simplicidade e beleza
É belo em sua mais alta pureza

A arte da vida, em todas as suas formas
Mostra sua perfeição em tudo que forma
E a natureza, essa fúria indomável
É um palco com decoração louvável

Olhando aquela árvore diante de mim
Guardei meus pensamentos, enfim
Por que buscar tantas definições
Se posso apenas admirar as atrações?


Por: Aelson Michelato Filho” (Texto) e Rodolfo Mair Coelho (Poesia)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As Potencialidades da Alma

“Escuta-me, ó Homem! Tens tudo dentro de ti próprio. No mais intimo do teu Ser residem as faculdades que Deus te deu para que te sirvas dela”. Oscar Wilde.



Todo homem tem dentro de si faculdades que a própria Divindade, em sua Sabedoria nos concede, é como uma pedra preciosa que precisa ser descoberta e lapidada.

Devemos nos colocar a procura dessa pedra preciosa, realizando em nós a busca dessas faculdades que o Senhor da Vida nos concedeu. É Com o conhecimento e entendimento dessas faculdades que nos sentiremos plenos em nosso íntimo, encontrando assim a verdadeira felicidade.

A essência da felicidade não é algo exterior, mas sim fruto de um trabalho interno, de autoconhecimento.

Peçamos ajuda ao Pai Celestial para que possamos realizar esse autoconhecer, esse conhecer-se a si mesmo.

É através da busca do nosso Eu Verdadeiro que alcançaremos a verdadeira felicidade na terra.

Basta um movimento incessante nosso para que cada uma dessas faculdades seja descoberta e cultivada.

Jesus em seu Evangelho nos diz: “Vós sois deuses”, afirmando ainda que poderíamos se tivéssemos fé e não hesitarmos fazer obras maiores do que ele fez.

Assumamos o nosso papel de Herdeiros de Deus e Coerdeiros do Cristo.

Ele nos convida a descobrir em nós essas potências inerentes à nossa alma, ao nosso espírito.

Silenciemos pois, para que possamos ouvir esse chamado de Cristo em Nós.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Trindade Santa


        Para compreender melhor sobre o Cristianismo, deve-se começar por sua principal – e misteriosa – doutrina: a Santíssima Trindade. Como o próprio nome diz, é formada por três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que são o próprio Deus.

- O Pai é o CRIADOR e princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis. Citado desde o livro do Gênesis, é D’ele que vimos e para Ele que retornaremos. É o próprio amor, justiça e verdade. Sua ênfase como sendo o “Pai Nosso” é apresentada por Jesus nos trazendo a confirmação de que somos Seus filhos e criaturas amadas, pertencemos a Ele. É que cultuado e adorado por todas as religiões monoteístas.

- O Filho é o SALVADOR. Jesus Cristo, base de toda doutrina Cristã, é considerado além de mestre e messias, o Emanuel (Deus conosco), que veio para livrar-nos dos nossos pecados por meio do sangue derramado por Sua crucificação e, a partir disso, nos deixar a certeza da Ressurreição. Marca a renovação de um Era, tanto religiosa quanto histórica e filosófica devido o Seu reconhecimento.

- O Espírito Santo é o CONDUTOR da humanidade, o Espírito de Deus que habita todos os lugares durante todos os séculos. Ele falou pelos Profetas, esteve com Jesus de seu nascimento até a sua ressurreição e afirmou Sua grandiosidade no dia de Pentecostes, em que fez dos medrosos Apóstolos, corajosas testemunhas de Cristo. Atualmente  possui um amplo prestígio, principalmente entre as Igrejas Pentecostais e Neopentecostais e na Renovação Carismática Católica.

Mistério complexo de se entender em que três pessoas formam uma só divindade. Provavelmente jamais será perfeitamente compreendido por nós, humanos, pois nossa capacidade de raciocinar, é limitada. Estamos limitados, por exemplo, a um determinado tempo e espaço, criados por Deus.

Assim como os animais de um modo geral, em que, por mais inteligentes que forem, nunca terão raciocínio o suficiente para falar ou realizar qualquer outra atitude exclusivamente humana, nosso intelecto também é restrito. O enigma do Deus Trinitário está acima da nossa racionalidade, pois quem criou a mesma, foi a própria Trindade.

Porém, segundo o Catecismo da Igreja Católica, reconhecemos a razoabilidade desse mistério ao aceitarmos tal revelação. Isso se dá somente conhecendo-se o Pai através do Filho: “Ninguém vai o Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Eu estou no Pai e o Pai está em mim.” (Jo 14, 6-7; 11). Assim também o Espírito Santo através do Filho, chamando Este à vida terrena no ventre da Virgem Maria (Mt1,18), que O atestou como Filho amado (Lc 3,22), O conduziu (Mc 1,12) e O vivificou até o fim (Jo 19,30), expirando-O na cruz e, após a Sua ressurreição, doou-O aos Seus discípulos (Jo 20,22).

            Quando Deus decidiu-se por Si, visando o Seu amor a Seus filhos,  mostrou-nos que “Ele não é solidão, mas perfeita comunhão”, como disse o Papa Emérito Bento XVI. Se Ele fosse só e solitário, não poderia amar desde toda a eternidade. Com o simbolismo do número três, Ele nos confirma Sua infinita grandiosidade e perfeição, utilizado em muitas crenças e culturas como o algarismo da perfeição.

Como uma simples forma de esclarecer tal Dogma, podemos tomar como exemplo de comparação a substância mais pura e necessária para a sobrevivência: a água. Coincidentemente – ou não – ela possui três estados, representado pelo gelo, pela água propriamente dita e pelo vapor. São três formas completamente diferentes de uma mesma substância, formulação química e essência – assim como a Trindade. Indo ainda mais a fundo, o gelo melhor representaria o Filho, que toma uma forma sólida e concreta – no meio de nós. A água líquida, o Pai, que, por sua maleabilidade é capaz de estar em todos os lugares – em todas as diferentes religiões e credos monoteístas. Já o vapor, simbolizaria o Espírito Santo que, apesar de também estar em todos locais, muitos simplesmente ignoram a sua existência, porém sem ele a interferência dele não haveria o clima amenizado – não haveria a paz. Talvez por isso utiliza-se a água para sermos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Como aspecto último dessa análise, por toda a Sua perfeição, podemos sempre nos lembrar que a Trindade Una é completa porque é Amor. Já dizia Santo Agostinho que, onde existe Amor existe a Trindade: um que ama, um que é amado e um que é fonte de amor. 

A Perfeição da Santíssima Trindade se completa pelo amor e por amor

Por: Aelson Michelato Filho"

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Da Criação ao "Novo Mundo"

Parte III: Do fruto proibido ao Verbo Encarnado



No início, Deus criou Adão e Eva. Simbolicamente dizendo, Eva conduziu Adão a pecar comendo, junto à ela, o fruto proibido. Passagem conhecida como o pecado original, em que, a partir disso, toda a humanidade fora corrompida e deixou-se pecar.

Nós, humanos, fomos criados por Deus que é o extremo da bondade e santidade e, com isso, não poderia nos criar de outra forma, a não ser santos e bons. Independente do pecado original, possuímos nossa essência boa e santa, mas, a partir dele, conhecemos o pecado e passamos a comete-lo ao longo de nossa vida. Passamos então a ser “marcados” pela culpa e, com isso, a ter uma tendência natural em ser atraído pelo mal.

Porém, como bom Pai, Deus nos enviou Jesus Cristo, seu filho, nascido do ventre de Maria Imaculada – sem mácula, ou seja, única mulher a nascer sem o pecado original – para nos livrar do pecado. Uma Nova Era então começaria, em que Jesus nos trouxe a salvação e a santidade, que nos foi tirada pelo pecado cometido por Adão e Eva.

Analisando essas duas fases marcantes da humanidade, percebe-se que em ambas possuem um homem e uma mulher. Na primeira, como já dito, a mulher é aquela que veio para trazer consigo o pecado, que Adão cometeu, para corromper a humanidade. Já na segunda, a Mulher é aquela que veio para trazer em seus seios a Salvação, que é Jesus Cristo, para renovar e santificar a humanidade. O fato de a primeira chamar Eva e a segunda Ave – Ave-Maria – mostra que uma trouxe uma missão totalmente contrária à outra, assim como seus próprios nomes. Não é mera coincidência, mas sim o amor de Deus e a Sua misericórdia por nós que fez Ele reatar toda essa tendência e capacidade nossa em não sermos corrompidos.

O fato de nós, católicos, darmos essa atenção especial à Nossa Senhora é por reconhecermos que como o pecado veio pela mulher e, consequentemente pelo homem, assim também a nossa salvação só poderia vir pela Mulher das mulheres e, nascido dela, pelo Homem dos homens. Por isso, a salvação só poderia vir de uma mulher imaculada.

Não obstante, por Sua dimensão tão misericordiosa para conosco, Deus nos salvou pela crucificação de Cristo, em que morreram ali todos nossos pecados e não Ele, que ressuscitou.  A partir disso, o mal fora derrotado e, apesar de nossa “marca” pela culpa não deixar de existir, Deus, com esse ato de amor, nos deixou a possibilidade de continuarmos a prosseguir nossas vidas com a mesma essência que Ele nos criou: boa, pura e santa.

Por: Aelson Michelato Filho"


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Da Criação ao “Novo Mundo”

Parte II: A Evolução, segundo Deus

Seguindo-se a linha da parte I, outro assunto tratado é a criação do ser humano como se conhece atualmente. De um lado, prevalece para a Ciência a Teoria de Darwin, que todo o ser vivo possui algum ancestral e, a partir disso, foi se evoluindo formando assim as espécies diversas porém semelhantes de alguns seres. No caso do ser humano, possui um ancestral em comum com o macaco. É notório por evidências arqueológicas que o ser humano realmente passou por um processo evolutivo, tanto físico como racional.

O que novamente não se conseguiu comprovar – e também nunca se conseguirá – é como se dá a origem da Evolução, já que esse processo é uma tese Teológica e se dá pela vontade e intervenção do Criador.

            A diferença básica entre os outros seres vivos e o ser humano é a capacidade que este possui de raciocinar e, consequentemente, de ter uma alma. Com isso, pode-se dizer que houve um processo de evolução na racionalidade humana para se chegar até o genial intelecto atual, se comparado ao nosso ancestral, realizado por obra de Deus. Nesse processo, houve um limite em que esse ancestral adquire raciocínio o suficiente para ser considerado um ser diferenciado, e ganha uma alma, deixando de ser apenas mais um ser vivo. A partir desse momento, Deus apresenta Adão, primeiro ser evoluído suficientemente para ser chamado de homem.

            Nesse mesmo contexto, o conceito de alma deve ser considerado como sendo o princípio espiritual no homem, imortal e sendo ela diretamente criada por Deus à sua imagem, ou seja, de possuir a mesma liberdade e poder de raciocínio do Criador, podendo ser julgado de acordo com suas atitudes. Por isso, o ser humano é o único a possuir alma.

A partir disso, conclui-se então que sem a intervenção de Deus não haveria o processo de humanização a partir de um certo ponto da evolução.

            O sentido bíblico do Livro de Gênesis nos remete também a uma simbologia de que fomos de certa forma criados - à partir da evolução de nossa espécie -  e planejados por Deus como humanos no momento em que Ele viu que o mundo estava preparado para receber seres à Sua imagem e semelhança. Não no sentido de sermos iguais ao Criador em corpo ou até mesmo em espírito, mas no sentido de que somos aptos e desenvolvidos o suficiente para comandarmos o mundo, amarmos uns aos outros e usufruir de nossa inteligência, que é única e exclusivamente humana.

O uso do barro nessa criação traz o simbolismo de que somos partes de Sua natureza, que somos flexíveis e maleáveis, que fomos moldados pelas “mãos” desse Criador. Sem essas “mãos” o barro seria inútil. Já o fato de Eva ter sido criada através da costela de Adão, simboliza esse elo entre o homem e a mulher, a união da humanidade, em que todos nós estamos interligados, somos irmãos e dependemos um do outro. 

Por: Aelson Michelato Filho"

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Da Criação ao “Novo Mundo” 


Parte I: Criacionismo, segundo o Evolucionismo

“Um pouco de Ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”

 Já dizia o cientista francês Louis Pasteur. Há quem diga que Fé e Ciência nunca entrarão em acordo, se divergem, são opostas, assim como a Teoria Criacionista e Evolucionista: um equívoco.

            Fé e Ciência devem andar juntas, pois o ser humano é feito de corpo (aspecto científico) e alma (aspecto teológico), de dimensões espirituais e temporais, onde cada uma deve desenvolver suas teses, sem se misturarem. Assim como a Ciência nunca conseguiu provar que Deus não existe – e nunca conseguirá provar, pois Deus é uma tese Teológica – a Teologia nunca conseguiu provar que o processo científico é resultado de fé – e também nunca conseguirá, consequentemente, porque o processo científico é baseado em hipóteses, experiências e teorias materiais. Porém, elas se complementam totalmente, como, por exemplo nas Teorias da Criação e da Evolução; segue adiante:

            Baseado no Catecismo da Igreja Católica, o Criacionismo é precedido pelo Evolucionismo e vice-versa.

Houve um processo claro e comprovado cientificamente, que o início do mundo é o resultado de uma explosão em que micropartículas da matéria acumulada, devido a um elevado aquecimento de temperatura, liberaram energia, se expandiram e transformaram-se no universo que se conhece hoje – se é que pode-se dizer que se conhece – o “Big Bang”. Inclusive, para se provar que Ciência e Fé andam juntas, foi proposto por Georges Lemaître, sacerdote católico. Esse aquecimento de temperatura da matéria foi, sem dúvidas, as mãos do Criador, para se concretizar o seu maior desejo: a criação do Universo. A tese de como ocorreu essa elevação de temperatura, a Ciência não conseguiu provar – e nunca conseguirá – pois é um assunto Teológico.

A interpretação bíblica que se dá para os primeiros capítulos do Livro Gênesis, que Deus teria criado o mundo em sete dias, atribuindo a cada dia uma nova etapa para a Criação, é um relato simbólico, em que os sete dias significa a perfeição do Criador e de sua Criação. Já cada etapa de cada dia, simboliza a noção de tempo, também criada por Deus. O descanso de Deus também é simbólico, pois Ele não cansa, mas nos remete que o descanso é tão importante quanto o trabalho e a disposição. 

Por: Aelson Michelato Filho"


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ESCLARECIMENTO



Após algum tempo resolvemos mudar a proposta de nosso blog, em realidade não é uma mudança, mas sim um complemento de nosso objetivo, da nossa meta.

Pensando assim colocamos as seguintes considerações:

Falamos sobre espiritualidade e tal, e espiritualidade é um sentimento inerente à natureza humana.

Portanto nossa proposta é de união, devemos nos unir, seja nós Católicos, Evangélicos, Espíritas, Espiritualistas, Esoteristas, Rosacruzes e etc.

Essa união tem o objetivo de falarmos sobre o bem proceder.

A Moral em sua essência independe das religiões.

A Lei é uma em suas diversas manifestações.

Se analisarmos a fundo a essência de todas as religiões concluiremos que é a mesma.

Para Deus não existe católicos e evangélicos, espíritas e umbandistas, espiritualistas e ateus.

Para o Pai Celestial há filhos, uns que andam pelo caminho justo, ligado ao bem e os outros que por enquanto são injustos e caminham desse modo, podendo aqui e agora mudar o seu proceder.

Busquemos, portanto a união entre todos independente de credos religiosos, mantendo-nos unidos.

Essa é a proposta de fraternidade universal entre todos os filhos do Altíssimo.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Igreja Católica Reconhece Comunicação com Espíritos II

Há algum tempo postei sobre a comunicação pela mediunidade de Carlos Pereira, do nosso Dom Helder Câmara, resolvi repartir, embora tardiamente aquela postagem em duas, para melhor compreensão dos leitores. Abaixo temos a entrevista que o editor fez com o Espírito de Dom Helder Câmara.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?

Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?

A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?

Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros Espíritas?

Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente.
Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?

Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Mediunidade – Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?

Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?

Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram.. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.
Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual.

Por que Dom Helder é quem está escrevendo?

Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem “acabou-se”. Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram
nas suas atividades.

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?

Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?

Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?

Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja – Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?

Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?

Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração.

Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária
para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?

Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que
possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?

Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?

Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades.
Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Amor – Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?

Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?

Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar.“